A SABEDORIA DA NATUREZA

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Por Rosana Freire

Com as estações do ano, aprendemos o sentido da eterna mutação e da impermanência. Com as lições sobre a água percebemos o eterno fluxo da vida como uma dança circular. Observando as árvores percebemos o sentido das transformações, da semente aos frutos. Contemplando o céu enxergamos a luz e o esplendor das estrelas. São ensinamentos simples, mas fundamentais para quem busca o equilíbrio da vida. A compreensão dos processos da Natureza pela observação atenta e cuidadosa pode ser fonte de grande sabedoria.

Heráclito, filósofo grego do século IV a.C, dizia: “Não há nada permanente, a não ser a mudança”. Mais de mil anos antes de Heráclito, os sábios chineses também haviam aprendido com as estações do ano que tudo na Natureza se desenvolve por meio de mudanças constantes. Para os taoistas, nada permanece inalterado na vida, tudo é um processo de contínua transformação.

 

O ser humano passa por um processo análogo ao das estações do ano. Nossa vida pode ser entendida como um ciclo completo de mudanças em que a primavera corresponde à infância, à fase inicial da vida; o verão se refere à juventude, ao auge da força e da virilidade; o outono representa a meia-idade, o declínio natural do vigor e das capacidades físicas e o inverno é a velhice, a estagnação gradativa das funções vitais e o recolhimento para um novo recomeço. O filme coreano Primavera, Verão, Outono, Inverno… e Primavera, do diretor Kim Ki Duk, retrata esse paralelo descrevendo quatro momentos da vida do personagem principal.

 

As estações do ano fazem com que as plantas e os animais se adaptem às condições de cada momento para que possam sobreviver, crescer e se perpetuar. Os seres humanos também precisam acompanhar com equilíbrio as mudanças da vida. Quando não mudamos de acordo com o momento e não vivenciamos o que é correspondente a cada fase da nossa existência deixamos de viver de forma plena. Não é sensato fazer as coisas antes da hora ou deixar de fazê-las no momento correto.

 

VIVER É MUDAR, ADAPTAR-SE, DESFRUTAR DE CADA ETAPA DA VIDA E NÃO IR CONTRA AS LEIS NATURAIS.

 

As plantas e os animais não agem contra a Natureza. Eles se adaptam naturalmente às mudanças das estações do ano e das fases da vida. Não questionam nem resistem à realidade. Segundo os orientais, resistir às transformações é entrar em conflito com a principal Lei da Natureza, a MUTAÇÃO, e as conseqüências dessa pretensão ou dessa teimosia podem ser nocivas para nossa saúde física, mental e emocional.

Para os chineses, tentar colocar-se acima da Natureza é insensatez. Precisamos acolher as leis da Natureza com humildade e reverência. Só assim podemos manter a nossa paz interior.

 

 

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